Os cientistas, há mais de quarenta anos, chamam a atenção para a urgência de descarbonização das nossas economias. Vários tratados globais foram assinados para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em patamares pré-industriais. Isto já é sabido, mas cada vez mais distante de ser realizado. O segundo país, depois da China, que emite gases que aumentam a temperatura planetária rompeu com todos os tratados internacionais. Esse país, busca desequilibrar a economia global ambicionando o petróleo alheio. Foi assim com a Venezuela, sob pretexto de retirar o ditador de plantão, mas na verdade, queria realocar suas empresas petrolíferas para se apoderar da riqueza do país sul-americano. Posteriormente, se envolveu em uma guerra com o Irã, achando que seria fácil como foi quando sequestrou Maduro. Após muita destruição de cidades e escolas, mortes de civis e mega emissão de carbono com a explosão de parques petrolíferos, navios e refinarias a potência hegemónica não esperava um contragolpe geográfico por parte do Irã, que bloqueou 20% do transporte de petróleo global com o fechamento do estreito de Ormuz obrigando-os a negociar. Vivenciamos um momento, em que um líder da mais bélica nação do mundo, porém, despreparado para as relações internacionais, desestabiliza toda a economia global, causando conflitos desnecessários para se manter na mídia constantemente. Internamente entrou em confronto com diversas instituições do sistema político, do Judiciário à burocracia federal e à imprensa, em uma escala sem precedentes. Seu grande egocentrismo midiático, ajuda a desviar a opinião pública dos escândalos sexuais em que se vê envolvido. Quando se quer uma união interna, busque um inimigo externo. Essa é uma estratégia muito conhecida entre ditadores. O esfacelamento do império se dará atirando e isso, pode resultar em nova mudança de foco. Cuba, deverá ser o novo alvo de sua aventura imperial, no que ele passou a chamar de hemisfério ocidental. Mas não restam dúvidas, que em tempos de eleições aqui no Brasil, haverá tentativas de desestabilização interna com pretensões por metais raros, Amazônia, energia para Data-Centers e mesmo água.
Nem todos sabem, mas o Brasil já está cercado por diversas bases militares estadunidenses em países vizinhos, e uma pressão externa seria apenas mais um delírio beligerante e inconsequente. Mesmo que internamente perdendo prestígio, seu egocentrismo terá por dois anos restantes tempo suficiente de fazer estragos globais. Tratados e cooperações internacionais para salvar o planeta de um ponto de não retorno climático, somente depois de seu mandato, se ainda houver tempo.
Roberto Xavier de Lima – Diretor de Planejamento e Inovação da Neotrópica Sustentabilidade Ambiental, Mestre em Conservação da Natureza, Biólogo e Escritor.